
Existem dezenas de tipos de treliça metálica, mas no dia a dia da construção brasileira só 4 ou 5 são usados. Saber qual escolher para cada situação — Pratt em cobertura simples, Howe em galpão padrão, Warren em vão grande — economiza aço e simplifica a fabricação. Este guia mostra os tipos práticos com critérios de decisão por aplicação.
A Biblioteca de Projetos do Aço tem projetos com treliças metálicas dos tipos Pratt, Howe e Warren — todos detalhados com perfis, ligações e quantitativos.
O eGalpão dimensiona treliças automaticamente conforme o tipo escolhido (Pratt, Howe, Warren) e o vão. Verifica esforços em cada barra, dimensiona perfis e gera o detalhamento completo.
A treliça Pratt tem montantes verticais e diagonais inclinadas em direção aos apoios. Em uma carga distribuída de cobertura, as diagonais ficam todas em tração — o que é vantajoso porque barras tracionadas podem ser mais esbeltas que comprimidas (não sofrem flambagem). É a treliça preferida para cobertura de galpão padrão.
Aplicação ideal: coberturas com carga distribuída uniforme. Vão típico: 10 a 30 metros.
A Howe é o oposto da Pratt: montantes verticais e diagonais inclinadas em direção ao centro do vão. As diagonais ficam em compressão. Apesar de menos eficiente que a Pratt em cargas distribuídas, a Howe é melhor em situações com cargas concentradas no centro (equipamento suspenso, ponte rolante leve).
Aplicação ideal: coberturas com cargas concentradas, hangares pequenos, treliças com montagem mais simples. Vão: 8 a 25 metros.
A Warren tem apenas diagonais (sem montantes verticais), formando triângulos contínuos em zigue-zague. Cada diagonal alterna entre tração e compressão. Tem o menor número de barras entre os 4 tipos — fabricação mais rápida e visual mais leve. As variantes são Warren com montantes (mais comum) e Warren pura (sem montantes).
Aplicação ideal: vãos médios a grandes, projetos onde a estética importa, pontes pedonais. Vão: 15 a 40 metros.
A treliça K tem as diagonais formando “K” entre o banzo superior e o inferior. Permite vãos maiores que Pratt e Howe sem aumentar muito a altura da treliça. Mais complexa de fabricar, mas eficiente em estruturas de longo alcance.
Aplicação ideal: pontes ferroviárias, estruturas de grande vão, torres de transmissão. Vão: 30 a 60 metros.
| Critério | Pratt | Howe | Warren | K |
|---|---|---|---|---|
| Vão livre | 10 a 30 m | 8 a 25 m | 15 a 40 m | 30 a 60 m |
| Carga ideal | Distribuída | Concentrada | Mista | Grande vão |
| Eficiência (peso) | Alta | Média | Alta | Média |
| Custo de fabricação | Médio | Baixo | Baixo | Alto |
| Visual / estética | Clean | Tradicional | Leve, moderna | Complexa |
Independente do tipo escolhido, existem regras práticas para a geometria:
Para o passo a passo do cálculo de cada tipo, leia como calcular treliça metálica.
A treliça Howe é o tipo mais usado em galpões metálicos brasileiros. Tem montantes verticais e diagonais inclinadas em direção ao centro do vão, formando uma estrutura econômica para cargas distribuídas como cobertura. Pratt e Warren também são comuns conforme o vão e a carga.
A diferença está na orientação das diagonais. Na Pratt, as diagonais são inclinadas em direção aos apoios (formam V). Na Howe, as diagonais são inclinadas em direção ao centro (formam V invertido). Pratt é mais eficiente em cargas distribuídas; Howe é melhor em cargas concentradas.
Treliça Pratt e Howe são econômicas até 30 metros. Treliça Warren é mais eficiente até 40 metros. Treliça K e Vierendeel são usadas para vãos acima de 50 metros ou quando se quer eliminar diagonais. Acima de 60 metros, treliças espaciais ou estruturas tensionadas substituem.