Eletrodo Revestido: o que é, tipos de revestimento e como funciona o processo SMAW
Solda por eletrodo revestido é o processo mais usado no Brasil — e por bons motivos: máquina simples, roda sem gás, vai pra qualquer canto da obra. É o que se chama de SMAW (ou MMA, ou só ‘solda elétrica’). Entender como o revestimento trabalha é o que separa quem só puxa cordão de quem solda direito.
É uma vareta de metal (a alma) coberta por uma camada prensada (o revestimento). A alma derrete e vira o metal que preenche a junta. O revestimento não é enfeite — ele é o que faz a solda ter qualidade.
Você abre o arco entre a ponta do eletrodo e a peça. O calor (em torno de 5.000 °C) derrete a alma e a peça ao mesmo tempo, formando a poça de fusão. Enquanto isso, o revestimento faz o trabalho pesado:
Por isso “solda por eletrodo” e “solda eletrodo revestido” são o mesmo processo: SMAW. A escória depois é batida e escovada.
Base de rutilo (óxido de titânio). Arco macio, fácil de abrir, pouco respingo, escória fácil de tirar, ótimo acabamento. É o 6013. Penetração mais rasa — ideal pra chapa fina e serralheria. Veja o guia do eletrodo 6013.
Base de carbonato de cálcio e fluorita. Cordão tenaz e resistente, baixíssimo hidrogênio — é o eletrodo estrutural (7018). Exige peça limpa e técnica melhor, e absorve umidade (precisa de estufa). É o que se usa em junta que segura carga.
Base de celulose, que gera muito gás de proteção. Arco agressivo, penetração profunda, solda sobre tinta e ferrugem (6010/6011). Acabamento áspero, muito respingo — mas penetra como nenhum outro. É o passe de raiz e o eletrodo de tubulação e campo.
| Revestimento | Classe típica | Forte em | Acabamento |
|---|---|---|---|
| Rutílico | 6013 | Chapa fina, serralheria, facilidade | Ótimo |
| Básico (baixo H₂) | 7018 | Junta estrutural, resistência | Bom |
| Celulósico | 6010 / 6011 | Penetração, peça suja, raiz | Áspero |
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Revestimento úmido é defeito na certa: porosidade, respingo e, no 7018, trinca por hidrogênio. Guarde a lata fechada, em lugar seco. O 7018 e outros básicos pedem estufa (em torno de 100–150 °C) pra manter secos. Eletrodo que tomou umidade pode ser ressecado em estufa conforme a recomendação do fabricante.

O processo SMAW une a junta; o eGalpão garante que a estrutura aguenta. Software de dimensionamento de galpões metálicos que verifica perfis e ligações.
É uma vareta metálica (a alma) coberta por um revestimento. A alma derrete e preenche a junta, enquanto o revestimento estabiliza o arco, gera gás de proteção e forma a escória que protege o cordão. É a base do processo SMAW, o mais usado no Brasil.
Abre-se um arco elétrico entre o eletrodo e a peça. O calor derrete a alma do eletrodo e a peça, formando a poça de fusão. O revestimento queima e protege a solda do ar; ao esfriar, a escória é removida com martelo e escova.
Rutílico (6013), fácil e de bom acabamento; básico ou baixo hidrogênio (7018), tenaz e estrutural; e celulósico (6010/6011), de alta penetração e que solda sobre sujeira. Cada um tem aplicação específica.
Não. O próprio revestimento gera o gás de proteção ao queimar. Por isso o processo funciona ao ar livre e no vento, diferente do MIG/MAG, que depende de cilindro de gás.
Porque a umidade no revestimento causa porosidade e respingo e, nos eletrodos básicos como o 7018, introduz hidrogênio que provoca trincas. Por isso se guarda em local seco e os básicos ficam em estufa.