Dá pra Soldar Alumínio com Eletrodo? Como fazer (e quando vale a pena)
Pergunta que aparece muito na bancada: dá pra soldar alumínio com eletrodo revestido, naquela máquina comum de solda elétrica? Dá — existe eletrodo específico pra isso. Mas tem regra, tem limite, e tem hora que não compensa. Vou direto ao ponto.
Existe. São eletrodos revestidos à base de alumínio (ligas como Al-Si, próximas da série 4043). Vêm em bitolas como 2,5 e 3,25 mm e funcionam em máquina de eletrodo revestido comum, em geral em corrente contínua com eletrodo no positivo (CC+). Não é o eletrodo de aço que você já tem — é um eletrodo próprio pra alumínio.
Importante: 6013 e 7018 NÃO soldam alumínio. São pra aço carbono. Tentar é perda de eletrodo e de peça.

Alumínio resolve esquadria, tanque e peça leve — mas galpão se faz em aço estrutural. O eGalpão dimensiona galpões metálicos e verifica perfis e ligações conforme a NBR 8800.
Sendo honesto: o eletrodo revestido em alumínio é um quebra-galho. Funciona pra reparo e peça mais grossa, mas o acabamento é difícil e a chance de porosidade é alta. Para alumínio, os processos certos são:
| Processo | Quando usa | Resultado |
|---|---|---|
| Eletrodo revestido | Reparo, peça grossa, sem outro recurso | Quebra-galho |
| MIG (com arame de alumínio) | Produção, chapa média/grossa | Bom e rápido |
| TIG | Chapa fina, acabamento, precisão | O melhor acabamento |
Se você solda vários materiais, vale entender o comparativo de processos de solda e o guia geral de eletrodos.
Para o que sustenta o galpão — aço estrutural — comece de um projeto certo. A Biblioteca de Projetos do Aço tem 1.500+ projetos em DWG com lista de materiais e ligações detalhadas.
Sim, com eletrodo específico para alumínio (liga à base de Al-Si), em máquina comum de eletrodo revestido, geralmente em CC+. Mas é um quebra-galho indicado para reparo e peças mais grossas; para acabamento e chapa fina, TIG ou MIG são melhores.
Não. O 6013 e o 7018 são para aço carbono e não soldam alumínio. É preciso um eletrodo revestido específico de alumínio.
Para peças acima de cerca de 4 a 5 mm, sim: 150 a 200 °C, porque o alumínio conduz muito calor. Peças finas geralmente dispensam, mas exigem arco curto e rapidez.
Porque forma uma camada de óxido que derrete a temperatura muito mais alta que o próprio alumínio, conduz muito calor, não muda de cor antes de fundir (derrete de repente) e dilata bastante, empenando com facilidade.
Para chapa fina e bom acabamento, o TIG. Para produção e chapas médias/grossas, o MIG com arame de alumínio. O eletrodo revestido fica como alternativa de reparo quando não há outro recurso.