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Máquina de Corte Plasma: Amperagem, Espessura e Preço

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Máquina de Corte Plasma: Amperagem, Espessura e Preço

Corte plasma resolve o que a policorte não alcança: recorte de chapa, furo em qualquer posição, abertura de forma, corte de peça já montada. Mas a compra costuma dar errado por um motivo específico: o cliente olha a espessura máxima do catálogo, e essa não é a espessura que a máquina corta com qualidade no dia a dia.

Direto ao ponto: a máquina de plasma corta por meio de um arco elétrico que ioniza um gás, normalmente ar comprimido, e o transforma em plasma a milhares de graus. O metal funde e o jato de gás expulsa o material fundido. A capacidade se mede em amperes, e cada faixa de corrente tem duas espessuras diferentes: a de corte de qualidade e a de separação.

Neste guia: a relação entre amperagem e espessura, o requisito de ar comprimido que invalida metade das instalações, os consumíveis e seu custo, o comparativo com oxicorte e laser, faixas de preço em 2026 e os erros que estragam o corte.

Como funciona o corte plasma

A tocha estabelece um arco elétrico entre o eletrodo interno e a peça (que precisa estar aterrada pelo cabo garra). O ar comprimido passa em alta velocidade por essa região, ioniza-se e vira plasma, um gás condutor a temperaturas que chegam a dezenas de milhares de graus. Esse jato concentrado funde o metal e o sopro expulsa o material derretido pela parte de baixo.

A consequência prática é que o plasma corta qualquer metal condutor: aço carbono, inox, alumínio, cobre e latão. É a vantagem central sobre o oxicorte, que só funciona em aço-carbono e ligas ferrosas.

Amperagem e espessura de corte

Toda máquina tem duas espessuras declaradas. A espessura de corte de qualidade é a que sai com face limpa, pouca escória e velocidade produtiva. A espessura de separação é a máxima em que a máquina consegue atravessar o material, corte lento, sujo e trabalhoso, útil só para desmontar sucata.

CorrenteCorte de qualidadeCorte de produçãoSeparação máxima
40 Aaté 8 mmaté 10 mm12 a 15 mm
60 Aaté 16 mmaté 20 mm22 a 25 mm
80 Aaté 20 mmaté 25 mm28 a 32 mm
100 Aaté 25 mmaté 30 mm35 a 40 mm
120 A e acimaaté 32 mmaté 38 mm45 a 50 mm

A regra de compra é simples: escolha pela espessura de corte de qualidade que você corta com frequência, não pela separação do catálogo. Uma máquina de 40 A anunciada para “corte até 15 mm” trabalha bem mesmo até 8 mm, e é isso que você vai fazer todo dia.

Para inox e alumínio, considere de 20% a 30% a menos de espessura em relação ao aço-carbono, por causa da condutividade térmica desses materiais.

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Ar comprimido: o item que derruba a metade das instalações

Plasma de ar exige ar comprimido limpo, seco e em vazão suficiente. É aqui que a maior parte dos problemas de corte nasce, e quase sempre o operador culpa a máquina.

  • Pressão: normalmente de 5 a 6 bar na entrada da máquina, com o compressor sustentando esse valor durante o corte, não só em repouso.
  • Vazão: de 100 a 200 litros por minuto conforme a corrente. Compressor pequeno até liga a máquina, mas não sustenta o corte: o arco falha no meio do trabalho.
  • Ar seco: umidade e óleo destroem consumível e sujam o corte. Filtro coalescente e separador de água são obrigatórios, não acessórios.
  • Mangueira adequada: mangueira longa e fina causa queda de pressão. O manômetro no compressor pode mostrar 7 bar enquanto chegam 4 na tocha.

Sintoma clássico de ar ruim: corte que começa bem e degrada em minutos, bico se desgastando rápido e escória grudada embaixo da chapa.

Como o plasma corta: eletrodo, bico, fluxo de ar comprimido, arco e peça aterrada
Como o plasma corta: eletrodo, bico, fluxo de ar comprimido, arco e peça aterrada

Consumíveis e custo por hora

O que se gasta em plasma são bico e eletrodo, além do difusor e do capa de proteção com menos frequência. A vida útil depende de corrente, qualidade do ar e técnica do operador, sobretudo do modo de perfuração.

  • Bico: define o diâmetro do jato. Bico desgastado alarga o furo e o corte perde precisão e verticalidade.
  • Eletrodo: possui um inserto de háfnio que se consome a cada abertura de arco. É o número de partidas, mais que o tempo de corte, que o desgasta.
  • Perfuração: furar com a tocha encostada joga material fundido de volta no bico. Perfurar em ângulo e afastado prolonga muito o consumível.
  • Corte por contato x sem contato: tochas com bico de arraste facilitam o trabalho manual, mas desgastam mais; para chapa grossa, mantenha a distância recomendada.

Plasma, oxicorte ou laser?

CritérioPlasmaOxicorteLaser
MateriaisTodo metal condutorSó aço-carbono e ligas ferrosasAço, inox, alumínio (com limitações)
Faixa ideal1 a 30 mmAcima de 15 mm, até centenas de mmChapa fina a média, com alta precisão
Velocidade em chapa finaAltaBaixaMuito alta
Qualidade da bordaBoa, com pequeno ângulo e escória leveMédia, com zona térmica maiorExcelente
Custo do equipamentoBaixo a médioBaixoAlto
Zona afetada pelo calorPequenaGrandeMuito pequena

Na serralheria, a divisão prática é essa: plasma para recorte, furo e chapa até uns 20 mm; oxicorte para chapa muito grossa; laser terceirizado quando a peça exige precisão de acabamento. E, para corte reto e repetitivo de barras e perfis, a policorte continua sendo mais rápida e mais barata.

Preço da máquina de corte plasma em 2026

EquipamentoFaixa de preço (R$)Perfil de uso
Plasma 40 A monofásico1.500 a 3.800Serralheria leve, chapa até ~8 mm
Plasma 60 A3.800 a 9.000Uso profissional, chapa até ~16 mm
Plasma 100 A trifásico10.000 a 26.000Industrial, chapa até ~25 mm
Mesa CNC plasma 1,5 x 3,0 m45.000 a 160.000Produção seriada e recorte de formas
Kit de consumíveis (bico + eletrodo)40 a 180Item recorrente de custo

No orçamento, some o compressor adequado e o sistema de secagem de ar. Comprar máquina de 60 A e ligar num compressor subdimensionado é a forma mais rápida de gastar duas vezes.

Segurança e erros comuns

  • Proteção ocular correta: o arco de plasma emite radiação intensa. Máscara com lente de tonalidade adequada à corrente, além de luva, avental e calçado de segurança.
  • Ventilação: o corte gera fumos metálicos, e em material galvanizado libera óxido de zinco. Exaustão e proteção respiratória são obrigatórias, tal como ao soldar estrutura metálica.
  • Aterramento da peça: garra bem fixada e em contato limpo com o metal. Contato ruim gera arco instável, corte sujo e desgaste acelerado do consumível.
  • Velocidade errada: rápido demais deixa o corte incompleto e curva o rasgo; lento demais acumula escória embaixo. O ajuste é sensorial: o jato deve sair inclinado levemente para trás.
  • Cortar chapa pintada ou oleada: queima o revestimento, gera fumo tóxico e piora o corte. Limpe a região antes.
  • Ignorar o risco de incêndio: o material fundido cai e continua incandescente. Área abaixo e ao redor precisa estar livre de inflamáveis.
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Perguntas frequentes

Qual amperagem de plasma escolher?

Escolha pela espessura que você corta com frequência, usando o corte de qualidade como referência: 40 A atende bem até 8 mm, 60 A até 16 mm e 100 A até 25 mm. A espessura de separação do catálogo é maior, mas corresponde a corte lento e sujo, útil apenas para desmanche.

Qual compressor usar para corte plasma?

O compressor precisa sustentar de 5 a 6 bar durante o corte, com vazão de 100 a 200 litros por minuto conforme a corrente, e entregar ar seco e sem óleo. Filtro coalescente e separador de água são indispensáveis: umidade destrói bico e eletrodo rapidamente.

Plasma corta alumínio e inox?

Sim, corta qualquer metal condutor, aço-carbono, inox, alumínio, cobre e latão. Essa é a principal vantagem sobre o oxicorte, que só funciona em ligas ferrosas. Em inox e alumínio, conte com 20% a 30% menos espessura que no aço-carbono.

Quanto dura um bico de plasma?

Depende da corrente, da qualidade do ar e principalmente do número de aberturas de arco. Com ar seco e perfuração feita corretamente, um jogo de bico e eletrodo rende várias horas de corte; com ar úmido ou perfuração encostada, pode durar minutos.

Plasma ou oxicorte, qual escolher?

Plasma para chapa fina e média (até cerca de 30 mm), qualquer metal condutor, com corte rápido e zona térmica pequena. Oxicorte para chapa muito grossa em aço-carbono, onde ele é mais econômico. Em serralheria comum, o plasma cobre praticamente toda a demanda.