Policorte: Tipos, Discos, Como Escolher e Preço
A policorte é a máquina que corta a barra na bancada em segundos, e é também a que mais estraga peça quando usada sem critério. Corte torto, rebarba que exige lixamento, tubo galvanizado queimado na ponta, disco que estilhaça. Quase tudo isso vem de duas escolhas erradas: o tipo de máquina e o disco.
Resumindo: policorte é uma serra de corte rápido para metal, com disco abrasivo montado num braço articulado sobre uma morsa. O disco padrão é o de 14 polegadas (355 mm), e o corte se dá por abrasão: o disco se consome junto com a peça. Existe também a versão com disco de metal duro, que corta a frio e entrega acabamento muito melhor.
Abaixo estão os tipos de máquina, como escolher o disco certo, os pontos de regulagem que resolvem corte torto, o comparativo com serra de fita, faixas de preço em 2026 e as regras de segurança que não são negociáveis.
O motor gira o disco a alta rotação, em geral entre 3.800 e 4.000 rpm nas máquinas de 14 polegadas. A peça fica presa na morsa, e o operador desce o braço para o disco atravessar o material. No modelo abrasivo, o corte acontece por atrito: grãos de óxido de alumínio arrancam material da peça e se desgastam no processo.
É por isso que o disco diminui de diâmetro com o uso e que o corte gera tanta faísca e calor. O calor tem consequências práticas: a ponta cortada fica com rebarba endurecida, a região próxima muda de cor e, em tubo galvanizado, o zinco queima na extremidade, que precisa ser recomposta com tinta rica em zinco.
| Tipo | Como corta | Acabamento | Melhor para |
|---|---|---|---|
| Policorte abrasiva | Disco abrasivo em alta rotação | Rebarba e aquecimento; exige acabamento | Serralheria em geral; corte rápido de perfis e barras |
| Serra circular a frio (cold saw) | Disco de metal duro em baixa rotação, com refrigeração | Corte limpo, quase sem rebarba, sem queimar | Produção em série e peça que vai à solda direta |
| Serra de fita horizontal | Lâmina contínua, corte lento e frio | Muito bom, com pouca perda de material | Perfis grandes, barra maciça e corte de precisão |
| Serra tico-tico / sabre | Lâmina alternativa | Irregular, depende do operador | Corte em campo e recorte |
| Corte plasma | Arco elétrico com gás ionizado | Boa qualidade em chapa; exige limpeza da escória | Chapa e recorte de formas, como mostrado no corte plasma |
A policorte abrasiva domina a serralheria pela combinação de preço baixo, velocidade e capacidade de cortar qualquer perfil. A cold saw entra quando o volume justifica: o disco custa caro, mas dura muito mais e elimina a etapa de rebarbação.
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Ver a Biblioteca →O disco errado corta devagar, queima a peça e se consome em minutos. As três referências que precisam bater são material, diâmetro e rotação máxima.
| Disco | Espessura típica | Material | Observação |
|---|---|---|---|
| Abrasivo para aço-carbono | 2,5 a 3,2 mm | Aço comum, perfis, tubos | O padrão da serralheria; consumo rápido |
| Abrasivo para inox | 2,5 a 3,0 mm | Aço inoxidável | Livre de ferro, enxofre e cloro, para não contaminar o inox |
| Abrasivo para alumínio | 3,0 mm | Alumínio e ligas leves | Formulação que evita empastar o disco |
| Metal duro (widia) | 2,0 a 2,6 mm | Aço, inox, alumínio | Só em máquina de baixa rotação; nunca em policorte comum |
| Diamantado segmentado | 2,0 a 3,0 mm | Concreto, cerâmica, alvenaria | Não é para metal |
A regra de segurança que mais se ignora: a rotação máxima impressa no disco tem que ser igual ou maior que a rotação da máquina. Disco de rotação inferior estilhaça, e a 4.000 rpm, um fragmento de disco é projétil.
Também vale conferir o furo central. Nas máquinas de 14 polegadas, o padrão é 25,4 mm. Adaptar disco com furo diferente por meio de bucha improvisada gera desbalanceamento e vibração.

Boa parte do trabalho de serralheria é corte a 45° para fechar quadro: portão, grade de ferro, guarda-corpo e requadro. Dois cuidados fazem a diferença entre um quadro que fecha e um que fica em losango:
| Tipo | Faixa de preço (R$) | Perfil de uso |
|---|---|---|
| Policorte 14″ doméstica | 700 a 1.200 | Uso eventual, oficina pequena |
| Policorte 14″ profissional | 1.200 a 2.400 | Serralheria com uso diário |
| Serra circular a frio (cold saw) | 3.000 a 9.000 | Produção em série, corte limpo |
| Serra de fita horizontal | 4.500 a 18.000 | Perfis grandes e corte de precisão |
| Disco abrasivo 14″ (unidade) | 12 a 35 | Consumível; comprar por caixa reduz o custo |
Vale considerar o custo por corte, não só o da máquina: uma cold saw custa três vezes mais, mas elimina disco abrasivo, rebarbação e retrabalho. Em oficina de baixo volume, a policorte abrasiva continua imbatível.
Informe as medidas e o eGalpão faz o resto: desenho do pórtico, terças, contraventamento e sapatas. A lista de materiais vem junto, com o peso de cada peça, pronta para orçar.
Conhecer o eGalpão →A policorte é uma máquina de bancada, com disco grande e morsa, feita para corte reto e repetitivo de barras e perfis. A esmerilhadeira é portátil, tem disco menor e serve para corte livre, desbaste, acabamento e limpeza. É mais versátil, porém menos precisa.
Para aço-carbono comum, disco abrasivo de 14 polegadas com 2,5 a 3,2 mm de espessura. Para inox, disco específico livre de ferro, enxofre e cloro. O ponto crítico é a rotação máxima impressa no disco, que precisa ser igual ou maior que a rotação da máquina.
Pode. O único cuidado é que o calor do corte queima o zinco na extremidade, deixando o aço exposto. Em peça que ficará ao tempo, é preciso recompor a proteção com tinta rica em zinco (galvanização a frio) na ponta cortada.
Para uso profissional, entre 2.200 e 2.400 W. Abaixo de 2.000 W a máquina perde rotação sob carga, o que gasta mais disco, aquece a peça e piora o esquadro do corte. Em uso eventual, máquinas menores atendem sem problema.
Sim, a morsa gira, normalmente até 45° para os dois lados. Vale conferir o ângulo com esquadro antes de cortar a série inteira, porque a escala da máquina é referência e costuma sair de ajuste com o uso.